terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

5 Momentos Inesquecíveis do Oscar



Marlon Brandon recusando o prêmio de Melhor Ator por O Poderoso Chefão (1972). Porém, a estatueta não ficou em mãos vazias. Em seu lugar, Brandon enviou uma índia Apache para discursar contra o tratamento dado pelo governo americano aos nativo americanos que estão com suas tribos ameaçadas.


Link Alternativo http://www.youtube.com/watch?v=2QUacU0I4yU

Miséria, Fome e Desgraça



Nas ruas de Campina Grande tem aumentando exponencialmente o número de indigentes e moradores de rua. Já está se tornando parte do ambiente se deparar com mendigos pedindo esmolas nas portas de igrejas ou em calçadas movimentadas no centro da cidade. Diferente das grandes cidades, o número não é assustador. Mas para uma cidade do porte de Campina já é muita coisa. Muitos deles são deficientes físicos e foram abandonados pelas famílias (seja por morte ou simples descaso), além dos que tem filhos e os colocam para "trabalhar" também pedindo esmola. Abaixo uma seleção de fotos que expõe de forma crua a dura realidade dessas pessoas.



Manifesto Estética da Fome




Em 1965, Glauber Rocha resolve apresentar ao mundo um manifesto sobre o cinema latino americano. Sem parecer um estudo acerca dos filmes que até então compunha o panorama cinematográfico da epóca, Glauber prefere abordar sobre a estética e delimitar como deveriam ser então apresentados os filmes latino-americanos. Um ano antes de ter escrito o texto, Deus e o Diabo na Terra do Sol era lançado causando polêmica num país já as portas de um golpe militar e estremecendo Cannes em sua estréia que quase foi cancelada. Inspirado no ainda não-escrito manifesto, Deus e o Diabo serviu de exemplo estético de como se fazer cinema na América Latina no Terceiro Mundo para muitos.

O Cinema Novo, que estava dando seus primeiros passos desde Aruanda (1960), agregou Glauber como ícone e graças a ele o Brasil começa a escrever seu nome na história cinematógrafica. Assim como todo o perído dos agitados anos 60, o Cinema Novo tinha uma conotação Política pesada. De teor de esquerda, junto com a Nouvelle Vague francesa e o Neo-realismo italiano abordaram questões sociais e mazelas naturais e políticas de seus países produzindo obras-primas da sétima arte.

Abaixo, leiam o polêmico Manifesto da Estética da Fome retirada do blog Nueztra Ameryka, com introdução do crítico Ismail Xavier.


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Estética da Fome – ou Estétyka da Fome, como Glauber preferia grafar esse texto fundamental para a compreensão do projeto cultural dos cineastas brasileiros nos anos 60, projeto comum a vários cineastas da América Latina naqueles anos e que eclode como texto fundador na dialética Cinema e América Latina, rumo a uma integração do continente latinoamericano, numa via onde estética não se diferenciava de política.

Da fome. A estética. A preposição da, ao contrário da preposição sobre, marca a diferença: a fome não se define como tema, objeto do qual se fala. Ela se instala na própria forma do dizer, na própria textura das obras [...] passa a ser assumida como fator constituinte da obra, elemento que informa a sua estrutura e do qual se extrai a força da expressão, num estratagema capaz de evitar a simples constatação (somos subdesenvolvidos) ou o mascaramento promovido pela imitação do modelo imposto (que, ao avesso, diz de novo somos subdesenvolvidos).
(De um comentário de Ismail Xavier).

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A Estética da Fome foi originalmente apresentada em 1965, durante as discussões da Resenha do Cinema Latino-Americano de Gênova, naquele ano dirigidas pelo tema "O paternalismo do europeu em relação ao Terceiro Mundo" – e por aí já se pode verificar o quão incisivas eram suas propostas. Como explica Arnaldo Carrilho: No texto se encontrava algo a mais que a denúncia das misérias latino-americanas – prato suculento para o humanismo colonizador. Encontrava-se aqui enunciado, e anunciado, de maneira clara e irrefutável, o conceito de arte revolucionária, essência da cultura do Terceiro Mundo. Encontrava-se definida a força criadora do delírio da fome, única forma de compreensão desta cultura.

O artigo foi publicado pela primeira vez por aqui na Revista Civilização Brasileira (número 3, julho de 1965), tendo circulado por vários países e sendo revisada pelo próprio Glauber, alterações que visavam clarear suas idéias. Abaixo o artigo completo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Maldição de Atuk



John Belushi
Atuk é o mais infâme roteiro produzido em Hollywood por supostamente ser amaldiçoado e, ao menos em partes, responsável pela morte de grandes comediantes nos anos 80 e início dos anos 90. A Maldição de Atuk se tornou uma das mais conhecidas lendas urbanas de Hollywood.

Sua primeira "vítima", supostamente, foi John Belushi (Os Irmãos Cara de Pau, Clube dos Cafajestes), que leu o roteiro e foi imediatamente bastante entusiasta em pegar o papel principal de Atuk. Poucos dias depois, ele foi encontrado morto no seu quarto de hotel, após uma overdose de cocaína e heroína em 1982.

Sam Kinison
Logo após a morte de Belushi, o papel principal foi oferecido ao comediante stand-up Sam Kinison (Tales from the Krypt, De Volta as Aulas), que o aceitou em 1988. Kinison chegou a filmar uma cena do filme antes de se mostrar insatisfeito com o scrip e mandar ser alterado algumas partes, adiando a produção por alguns meses, para logo depois abandonar o projeto. Seu abandono levou a companhia a abrir um processo contra ele. Não muito tempo depois, enquanto entrava num acordo para retornar ao projeto, Kinison morre em um acidente de carro em 1992.

Campanha Antitabagismo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Entrevistas e Documentários WikiLeaks



Em tempo, a jornalista Natália Viana, que trabalha para o WikiLeaks no Brasil, realizou uma entrevista com Julian Assange no seu blog. Com perguntas enviadas por internautas, foram selecionadas 12 para serem respondidas pelo polêmico jornalista. Abaixo um trecho da entrevista e para ler a entrevista completa, clique aqui.
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“Não somos uma organização exclusivamente da esquerda. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e pela justiça”. Essa é apenas uma das muitas afirmações feitas pelo fundador e publisher do WikILeaks, Julian Assange, em entrevista aos internautas brasileiros. (...) Julian, que enfrenta um processo na Suécia por crimes sexuais e atualmente vive sob monitoramento em uma mansão em Norfolk, na Inglaterra, concedeu a entrevista para internautas que enviaram perguntas a este blog. Eu selecionei doze perguntas dentre as cerca de 350 que recebi – e não foi fácil. Acabei privilegiando perguntas muito repetidas, perguntas originais e aquelas que não querem calar. Infelizmente, nem todos foram contemplados. Todas as perguntas serão publicadas depois.

Julian Assange

Tragam-me a Cabeça de Julian Assange



Desde que começou a divulgar documentos secretos vazados da diplomacia norte-americana, Julian Assange, fundador do Wikileaks, tem atraido a ira da extrema-direita americana que nas várias ocasiões que puderam se manifestar não mediram palavras para demonstrar seu ódio perante tal afronta e audácia. Nas quais muitas vezes incitaram a violência física, ameaçam-o de prisão e até mesmo de assassinato.

Em prisão domiciliar na Inglaterra desde o fim de 2010, Assange está temeroso de ser extraditado para os Estados Unidos, pois teme ser morto ou condenado a morte oficialmente pelo governo devido as inúmeras declarações desejando a sua cabeça. O que muitas vezes pode ser tratado como simples caso de paranóia de um perseguido internacional, é respaldado pelas incontáveis frases ditas por personalidades fortes do governo, do jornalismo e da diplomacia.


RALPH PETERS (Tenente-Coronel do Exercíto Americano e escritor)
"Julian Assange é um cyber-terrorista em tempo de guerra, ele é culpado de sabotagem, espionagem e crimes contra a humanidade - ele deveria ser morto, mas não fariamos isto"

"Eu não acredito em vazamentos. Eu executaria vazadores. Eles estão traindo nosso país"

sábado, 8 de janeiro de 2011

Entrelinhada Mente, por Hebert Ramon




Big Brasil

Vejam
É noite de discussão
Ele vai ganhar, ela vai perder
Quem vai pro paredão ?

Ouçam
O barulho dos cochichos
E dos risos falsos que vos rodeia
Bom, bom, bom é BBB
Você caiu na teia

Caiu também num mundo sem...
Sem muita coisa a mostrar
Belas, maquiagens, máscaras de enganar
Fruto da sua audiência

Caro telespectador
Cadê o bom gosto?
Que falta de ética
Desculpa, esqueci que é um jogo

Pois joguem suas cartas
Dêem asas as baratas
E fiquem no jogo
Que o Brasil nisso é bom

Jogar fora a cultura, o tempo
E o dinheiro que apura
Burrice ou um dom?
Não sei não

Peço desculpas pelo comentário
Pela falta de educação
Não nego a origem
Sou brasileiro de coração

 
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

The Mindscape of Alan Moore



Neste longa metragem produzido pela Shadowsnake Films, no ano de 2003, narra a vida e obra de Alan Moore, aclamado autor de vários romances gráficos, incluindo From Hell, Watchmen e V for Vendetta. Alan Moore apresenta a história de seu desenvolvimento como um artista, começando com a sua infância, partindo para o trabalho através de sua carreira nos quadrinhos e o impacto sobre esse meio. Alan Moore nos esclarece suas razões e seu interesse emergente em Magia. Uma mente singular.



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Jesus na Era Digital



Por Fabricio Santana


Já passava do meio-dia, e Lúcia estava inquieta, porque seu filho Paulinho ainda não havia chegado da escola. Receosa, dirigiu-se ao telefone para comunicar o fato ao marido. Antes que ela chegasse ao aparelho, o garoto irrompe pela sala, demonstrando forte irritação.
 
- Ainda bem que você chegou, eu já estava ficando preocupada, meu querido!
Paulinho passou pela mãe sem cumprimentá-la, e se trancou no quarto. Sem entender o motivo daquela entrada brusca, Lúcia foi ao encontro do filho para saber o que havia acontecido.
- Paulo Roberto Júnior, abra a porta. Eu quero conversar com você. - Disse com a voz firme.

As Cores do Samba, por Nathalia Quintella



Para quem curtiu as Pin-Ups, agora um pouco de samba
Nathalia Quintella é jornalista e fotógrafa.

Para conhecer mais, visite:
Flicker: CoisasDaNaaah
Twitter: @Soi_CatriNah


Modelo: Ana Laura



Crise-Criativa




Escrito há dois anos numa crise criativa.


Sobre o que escrever? Tenho debatido comigo durante meses pela minha inércia na escrita, que ultimamente, e pior de tudo, tenho tomado consciência disto, de que está me faltando brilho, vontade e criatividade ao escrever. Principalmente se me for proposto (até por mim mesmo) um texto jornalístico. O que terá acontecido? O que ficou no meio do caminho? Não sei, além somente de ter algumas especulações e hipóteses infundadas. Pode parecer contraditório (em circuitos artísticos seria até oportunista) estar escrevendo sobre crise criativa ao escrever. Mas não. São textos que fluem direto da cabeça para o papel sem ter muito que labutar mentalmente. Quando me ponho em postos para escrever algo, já não era mais como antigamente, nos quais raciocínios completos e construções inteiras de texto perpassavam minha mente. Agora estou aqui no Teatro sem saber exatamente o que fazer, mas com certeza de que me meti numa fria.

O Problema seria uma Solução?



Com o recente aumento nas passagens de ônibus, publicarei um texto escrito há dois anos sobre uma alternativa viável para barrar de vez o aumento absurdo e anual que acontece aqui: a concorrência.





Há menos de cinco anos atrás uma celeuma se instalou na cidade e provocou o pânico nos empresários de ônibus. Indivíduos, trabalhadores informais, na sua maioria desempregados, resolveram tomar uma iniciativa, influenciada pelo que já ocorria em outras cidades grandes. Transformaram seus carros em táxis-mambembes e por um preço muito abaixo da média lotearam seus carros de passageiros e levavam de um ponto a outro da cidade em alguns minutos.

Por muito tempo criou-se uma guerra informal entre os Alternativos (eufemismo para Lotações) e os Regularizados (ônibus e táxi). Denúncias de irregularidades e falta de segurança permearam todo o debate e confronto. Ao fim, acabaram por se extinguir e agora só circulam entre viagens intermunicipais – aonde é mais fácil de barrar a fiscalização. Mas o ponto crucial foi omitido deliberadamente do debate. Os Alternativos são uma solução e não um problema. Simplesmente porque barrariam por um tempo o abusivo preço das passagens municipais nos ônibus.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Pense Nisso (1)

Frank Zappa

"Meu conselho para quem quer ter uma criança sadia e feliz é mantê-la o mais longe possível de uma igreja. Crianças são ingênuas e confiam em todo mundo. Escola já é ruim mas se levá-la para a igreja, então está querendo mesmo problemas."

"Droga não é o mal. A droga é um composto químico. O problema começa quando pessoas tomam drogas como se fosse uma licença para poderem agir como babacas."

"Se você acabar com uma vida tediosa e miserável porque você ouviu seus país, seus professores, seu padre ou alguma pessoa na televisão, dizendo para você como conduzir a sua vida, então a culpa é só sua e você merece."

"Existe mais canções de amor do que qualquer outro tipo. Se canções influenciasse as pessoas, amaríamos uns aos outros." 

"Jornalismo musical é gente que não sabe escrever entrevistando gente que não sabe falar pra gente que não sabe ler."

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Se gostou, veja, ouça e baixe:

Frank Zappa - Stinkfoot (ao vivo)





As Pin-Ups, por Nathalia Quintella

Nathalia Quintella é jornalista e fotógrafa.

Para conhecer mais, visite:
Twitter: @Soi_CatriNah

Modelos:  Nathalia Quintella
               Marina Franco
               Yaya Fragoso
               Thamara Lopes

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