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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Crise-Criativa




Escrito há dois anos numa crise criativa.


Sobre o que escrever? Tenho debatido comigo durante meses pela minha inércia na escrita, que ultimamente, e pior de tudo, tenho tomado consciência disto, de que está me faltando brilho, vontade e criatividade ao escrever. Principalmente se me for proposto (até por mim mesmo) um texto jornalístico. O que terá acontecido? O que ficou no meio do caminho? Não sei, além somente de ter algumas especulações e hipóteses infundadas. Pode parecer contraditório (em circuitos artísticos seria até oportunista) estar escrevendo sobre crise criativa ao escrever. Mas não. São textos que fluem direto da cabeça para o papel sem ter muito que labutar mentalmente. Quando me ponho em postos para escrever algo, já não era mais como antigamente, nos quais raciocínios completos e construções inteiras de texto perpassavam minha mente. Agora estou aqui no Teatro sem saber exatamente o que fazer, mas com certeza de que me meti numa fria.

O Problema seria uma Solução?



Com o recente aumento nas passagens de ônibus, publicarei um texto escrito há dois anos sobre uma alternativa viável para barrar de vez o aumento absurdo e anual que acontece aqui: a concorrência.





Há menos de cinco anos atrás uma celeuma se instalou na cidade e provocou o pânico nos empresários de ônibus. Indivíduos, trabalhadores informais, na sua maioria desempregados, resolveram tomar uma iniciativa, influenciada pelo que já ocorria em outras cidades grandes. Transformaram seus carros em táxis-mambembes e por um preço muito abaixo da média lotearam seus carros de passageiros e levavam de um ponto a outro da cidade em alguns minutos.

Por muito tempo criou-se uma guerra informal entre os Alternativos (eufemismo para Lotações) e os Regularizados (ônibus e táxi). Denúncias de irregularidades e falta de segurança permearam todo o debate e confronto. Ao fim, acabaram por se extinguir e agora só circulam entre viagens intermunicipais – aonde é mais fácil de barrar a fiscalização. Mas o ponto crucial foi omitido deliberadamente do debate. Os Alternativos são uma solução e não um problema. Simplesmente porque barrariam por um tempo o abusivo preço das passagens municipais nos ônibus.