sábado, 16 de abril de 2011

Grafite in CG



A Cidade é pequena, mas é recheada de artistas. Os locais são poucos e disputados, mas visualmente deslumbrantes. A pixação ainda toma conta do ambiente, mas o Grafite consegue espaço nas paredes. Ninguém ajuda, mas continuam fazendo. A arte de rua é nova, mas bastante heterogenea. Tem de tudo: do já citado pixo e grafite, aos stickers e stencils.

* Abaixo, selecionei com minha imparcialidade visível (tsc) alguns dos principais grafiteiros da cidade. Quem tiver mais imagens de outros artistas, coloquem nos comentários o link, para assim seguir atualizando o post.

Jed - @jeduzstk



Raoni, AKA Zeca - @vulgozeca - Blog Raoni Oliveira




Sponja - Orkut




Celo & Thaynara - @_ThaynhA_


Rene, AKA z-nokmorb

Z-Nokm e Gorpo
 

Equipe UZS Crew - sagaz, fatos, znok, bomb

Jornalismo e Literário


O Jornalista do Futuro será um Macaco Esperto
Nas duas últimas décadas os teóricos da comunicação do mundo inteiro assistiram assombrados às mudanças pelas quais o mundo estava passando. Não se tratava de revoluções armadas, ou de novas Constituições, mas da simples atestação de que o que Marshall McLuhan previra três décadas antes enfim se concretizava: o mundo estava totalmente coberto por uma espécie de rede invisível, uma rede capaz de unir os lugares mais remotos do planeta através da comunicação. Não havia mais fronteiras, agora o próprio meio era a mensagem.

Para que o leitor entenda melhor este assombro, basta dizer que, à sua época, McLuhan foi visto pela grande maioria como um visionário. Realmente não era fácil conceber tal idéia, ainda mais num mundo bipolar e tenso, cheio de espiões matando por informações secretas. Na verdade tratava-se de uma profecia assustadora, podia-se até pensar que perderíamos nossa privacidade, nossa liberdade para fazer qualquer coisa sem sermos vistos. Mas o tempo passou e o pensamento apocalíptico migrou das questões simples para as mais arrojadas teorias. Hoje McLuhan é um dos teóricos mais estudados pelos comunicólogos e tem gerado debates inesgotáveis que tratam, sobretudo, de como o homem se comporta nesta nova conjuntura.

As Mulheres Nuas de Campina Grande
(...)Os primeiros cães surgiram no topo da ladeira, logo seguidos por vários policiais que corriam em debanda, como fugissem à própria morte. As pessoas da rua apenas olhavam, estupefatas, as dezenas de mulheres e homens fardados caindo uns por cima dos outros, rolando ladeira abaixo agarrados aos seus cães. Por trás deles, as primeiras silhuetas confusas pelo Sol das cinco da tarde solucionavam o mistério: eram mulheres nuas. Moças, senhoras de idade, gordas, magras, pretas, brancas, amarelas, azuis, dezenas, centenas de mulheres correndo nuas em pêlo. Saltavam por cima dos policiais, chutavam os ciclistas e os derrubavam, embrenhavam-se entre as barracas de cominho e cheiro-verde...

Daniel Magalhães é jornalista, escritor, frequentador do famigerado Escritório, agitador cultural do curso de Arte & Mídia e dono do blog Olmo do Leste

sábado, 5 de março de 2011

É Carnaval!



Siba e a Fulouresta - A Bagaceira
"Não quero fantasia/ Vou me vestir como der/ Num dia eu melo a cara
O outro eu vou de mulher/ Pra enganar a fome não quero espeto da praça
Dou um chupão no Gellys e o tira-gosto é cachaça/ Eu não fico legal com água mineral
Pode acabar-se o mundo/ que eu vou brincar carnaval"




Chico Buarque - Vai Passar
"E um dia, afinal/ Tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval/ O carnaval, o carnaval
Vai passar,/ Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos/ e os pigmeus do boulevard"




"Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz"



Jorge Ben - Amor de Carnaval
"Eu chorei quando acabou o carnaval, chorei
Pois eu sou muito sentimental
Amor de carnaval é fantasia
E dura pouco, só dois dias"


sábado, 26 de fevereiro de 2011

E Bonita por Natureza



Fotos de Nathalia Quintella 
Jornalista e fotógrafa.

Para conhecer mais, visite:
Twitter: @pin_nah_up






A Propaganda é a Alma do Negócio



"Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio"


Depois da indústria de armas e do Comunismo, o cigarro foi a principal causa de morte das pessoas durante o século XX. Com um bem preparado programa de marketing por trás, o tabaco conseguiu convencer milhares de pessoas a e experimentar e sentir o “gosto” suave da fumaça. Hoje é praticamente impossível você não encontrar ninguém fumando no meio da rua, apesar de todos os já conhecidos malefícios que elas trazem a saúde.

Graças a uma política pública que começou na Europa, o cigarro é praticamente banido em lugares fechados, como bares, restaurantes, lojas, fábricas e etc. Apesar das inúmeras críticas de taxarem essa proibição de fascista, por ser uma interferência do estado na vida particular das pessoas.

Mas nem sempre foi assim.

Programa do Jô e as entrevistas perdidas



Escrito há 3 anos para trabalho acadêmico. O conteúdo é antigo, mas o crítica ainda é atual. Boa leitura.

* * *

O Programa do Jô, exibido de segunda à sexta nas madrugadas da Rede Globo, logo após o Jornal da Globo contou na noite desta segunda-feira (02 de junho de 2008), com as presenças do cantor Lulu Santos e da cineasta Lílian Santiago.

Com o visual do seu programa idêntico ao talk-show norte-americano de David Letterman, o ator e comediante Jô Soares vem perdendo seu público fiel e sendo destratado pelos críticas graças as já não tão engraçadas piadas contadas diariamente e oportunidades perdidas com os entrevistados, fazendo perguntas triviais e de pouco interesse para todos, sem contar o fato de sua “arrogância” não deixar, por muitas vezes acontecidas, o entrevistador falar. A audiência já não é mais a mesma. Tempos atrás chegou a ficar em segundo lugar ao competir com o medíocre programa de João Kleber.

O Dorminhoco (Sleeper, 1973)




O futuro não é como imaginávamos. 2173, esse é o ano em que Miles Monroe acorda após 200 anos de sono profundo, depois de fazer uma mal-sucedida operação na úlcera que de uma forma muito bizarra o manteve congelado por todo esse tempo. O mundo vive em uma sociedade autoritária, onde pessoas são manipuladas e passam o dia assistindo programas de cunho ideológico. Governados por um ditador genocida, O Grande Líder, que mata os intelectuais e todos que ousam se proclamar contra a sua vontade, Monroe surge como uma salvação para um pequeno grupo de cientistas que resolve descongelá-lo para ajudar a Resistência e desestabilizar o Projeto Aires – um plano secreto do governo a qual temem ser prejudicial à Resistência. E já que Monroe não tem digitais guardadas nos arquivos do governo – graças a uma guerra nuclear que destruiu quase tudo há 100 anos – ele é considerado pela Resistência o elemento perfeito.

O problema é que Monroe (Woody Allen) é um completo covarde, o típico nerd de meia idade com conflitos, dúvidas existenciais e, claro, problemas com mulheres. Praticamente o mesmo personagem que Woody Allen interpreta em todos os seus filmes, seu alter-ego irônico. Neste filme, na qual mais uma vez dirige, escreve, estrela e compõe a trilha sonora, ele faz de Monroe mais um líder que não quer ser o herói de uma revolução, tal qual em Bananas, seu filme anterior.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

5 Momentos Inesquecíveis do Oscar



Marlon Brandon recusando o prêmio de Melhor Ator por O Poderoso Chefão (1972). Porém, a estatueta não ficou em mãos vazias. Em seu lugar, Brandon enviou uma índia Apache para discursar contra o tratamento dado pelo governo americano aos nativo americanos que estão com suas tribos ameaçadas.


Link Alternativo http://www.youtube.com/watch?v=2QUacU0I4yU

Miséria, Fome e Desgraça



Nas ruas de Campina Grande tem aumentando exponencialmente o número de indigentes e moradores de rua. Já está se tornando parte do ambiente se deparar com mendigos pedindo esmolas nas portas de igrejas ou em calçadas movimentadas no centro da cidade. Diferente das grandes cidades, o número não é assustador. Mas para uma cidade do porte de Campina já é muita coisa. Muitos deles são deficientes físicos e foram abandonados pelas famílias (seja por morte ou simples descaso), além dos que tem filhos e os colocam para "trabalhar" também pedindo esmola. Abaixo uma seleção de fotos que expõe de forma crua a dura realidade dessas pessoas.



Manifesto Estética da Fome




Em 1965, Glauber Rocha resolve apresentar ao mundo um manifesto sobre o cinema latino americano. Sem parecer um estudo acerca dos filmes que até então compunha o panorama cinematográfico da epóca, Glauber prefere abordar sobre a estética e delimitar como deveriam ser então apresentados os filmes latino-americanos. Um ano antes de ter escrito o texto, Deus e o Diabo na Terra do Sol era lançado causando polêmica num país já as portas de um golpe militar e estremecendo Cannes em sua estréia que quase foi cancelada. Inspirado no ainda não-escrito manifesto, Deus e o Diabo serviu de exemplo estético de como se fazer cinema na América Latina no Terceiro Mundo para muitos.

O Cinema Novo, que estava dando seus primeiros passos desde Aruanda (1960), agregou Glauber como ícone e graças a ele o Brasil começa a escrever seu nome na história cinematógrafica. Assim como todo o perído dos agitados anos 60, o Cinema Novo tinha uma conotação Política pesada. De teor de esquerda, junto com a Nouvelle Vague francesa e o Neo-realismo italiano abordaram questões sociais e mazelas naturais e políticas de seus países produzindo obras-primas da sétima arte.

Abaixo, leiam o polêmico Manifesto da Estética da Fome retirada do blog Nueztra Ameryka, com introdução do crítico Ismail Xavier.


* * *


Estética da Fome – ou Estétyka da Fome, como Glauber preferia grafar esse texto fundamental para a compreensão do projeto cultural dos cineastas brasileiros nos anos 60, projeto comum a vários cineastas da América Latina naqueles anos e que eclode como texto fundador na dialética Cinema e América Latina, rumo a uma integração do continente latinoamericano, numa via onde estética não se diferenciava de política.

Da fome. A estética. A preposição da, ao contrário da preposição sobre, marca a diferença: a fome não se define como tema, objeto do qual se fala. Ela se instala na própria forma do dizer, na própria textura das obras [...] passa a ser assumida como fator constituinte da obra, elemento que informa a sua estrutura e do qual se extrai a força da expressão, num estratagema capaz de evitar a simples constatação (somos subdesenvolvidos) ou o mascaramento promovido pela imitação do modelo imposto (que, ao avesso, diz de novo somos subdesenvolvidos).
(De um comentário de Ismail Xavier).

* * *

A Estética da Fome foi originalmente apresentada em 1965, durante as discussões da Resenha do Cinema Latino-Americano de Gênova, naquele ano dirigidas pelo tema "O paternalismo do europeu em relação ao Terceiro Mundo" – e por aí já se pode verificar o quão incisivas eram suas propostas. Como explica Arnaldo Carrilho: No texto se encontrava algo a mais que a denúncia das misérias latino-americanas – prato suculento para o humanismo colonizador. Encontrava-se aqui enunciado, e anunciado, de maneira clara e irrefutável, o conceito de arte revolucionária, essência da cultura do Terceiro Mundo. Encontrava-se definida a força criadora do delírio da fome, única forma de compreensão desta cultura.

O artigo foi publicado pela primeira vez por aqui na Revista Civilização Brasileira (número 3, julho de 1965), tendo circulado por vários países e sendo revisada pelo próprio Glauber, alterações que visavam clarear suas idéias. Abaixo o artigo completo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A Maldição de Atuk



John Belushi
Atuk é o mais infâme roteiro produzido em Hollywood por supostamente ser amaldiçoado e, ao menos em partes, responsável pela morte de grandes comediantes nos anos 80 e início dos anos 90. A Maldição de Atuk se tornou uma das mais conhecidas lendas urbanas de Hollywood.

Sua primeira "vítima", supostamente, foi John Belushi (Os Irmãos Cara de Pau, Clube dos Cafajestes), que leu o roteiro e foi imediatamente bastante entusiasta em pegar o papel principal de Atuk. Poucos dias depois, ele foi encontrado morto no seu quarto de hotel, após uma overdose de cocaína e heroína em 1982.

Sam Kinison
Logo após a morte de Belushi, o papel principal foi oferecido ao comediante stand-up Sam Kinison (Tales from the Krypt, De Volta as Aulas), que o aceitou em 1988. Kinison chegou a filmar uma cena do filme antes de se mostrar insatisfeito com o scrip e mandar ser alterado algumas partes, adiando a produção por alguns meses, para logo depois abandonar o projeto. Seu abandono levou a companhia a abrir um processo contra ele. Não muito tempo depois, enquanto entrava num acordo para retornar ao projeto, Kinison morre em um acidente de carro em 1992.

Campanha Antitabagismo

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Entrevistas e Documentários WikiLeaks



Em tempo, a jornalista Natália Viana, que trabalha para o WikiLeaks no Brasil, realizou uma entrevista com Julian Assange no seu blog. Com perguntas enviadas por internautas, foram selecionadas 12 para serem respondidas pelo polêmico jornalista. Abaixo um trecho da entrevista e para ler a entrevista completa, clique aqui.
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“Não somos uma organização exclusivamente da esquerda. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e pela justiça”. Essa é apenas uma das muitas afirmações feitas pelo fundador e publisher do WikILeaks, Julian Assange, em entrevista aos internautas brasileiros. (...) Julian, que enfrenta um processo na Suécia por crimes sexuais e atualmente vive sob monitoramento em uma mansão em Norfolk, na Inglaterra, concedeu a entrevista para internautas que enviaram perguntas a este blog. Eu selecionei doze perguntas dentre as cerca de 350 que recebi – e não foi fácil. Acabei privilegiando perguntas muito repetidas, perguntas originais e aquelas que não querem calar. Infelizmente, nem todos foram contemplados. Todas as perguntas serão publicadas depois.

Julian Assange

Tragam-me a Cabeça de Julian Assange



Desde que começou a divulgar documentos secretos vazados da diplomacia norte-americana, Julian Assange, fundador do Wikileaks, tem atraido a ira da extrema-direita americana que nas várias ocasiões que puderam se manifestar não mediram palavras para demonstrar seu ódio perante tal afronta e audácia. Nas quais muitas vezes incitaram a violência física, ameaçam-o de prisão e até mesmo de assassinato.

Em prisão domiciliar na Inglaterra desde o fim de 2010, Assange está temeroso de ser extraditado para os Estados Unidos, pois teme ser morto ou condenado a morte oficialmente pelo governo devido as inúmeras declarações desejando a sua cabeça. O que muitas vezes pode ser tratado como simples caso de paranóia de um perseguido internacional, é respaldado pelas incontáveis frases ditas por personalidades fortes do governo, do jornalismo e da diplomacia.


RALPH PETERS (Tenente-Coronel do Exercíto Americano e escritor)
"Julian Assange é um cyber-terrorista em tempo de guerra, ele é culpado de sabotagem, espionagem e crimes contra a humanidade - ele deveria ser morto, mas não fariamos isto"

"Eu não acredito em vazamentos. Eu executaria vazadores. Eles estão traindo nosso país"