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O futuro não é como imaginávamos. 2173, esse é o ano em que Miles Monroe acorda após 200 anos de sono profundo, depois de fazer uma mal-sucedida operação na úlcera que de uma forma muito bizarra o manteve congelado por todo esse tempo. O mundo vive em uma sociedade autoritária, onde pessoas são manipuladas e passam o dia assistindo programas de cunho ideológico. Governados por um ditador genocida, O Grande Líder, que mata os intelectuais e todos que ousam se proclamar contra a sua vontade, Monroe surge como uma salvação para um pequeno grupo de cientistas que resolve descongelá-lo para ajudar a Resistência e desestabilizar o Projeto Aires – um plano secreto do governo a qual temem ser prejudicial à Resistência. E já que Monroe não tem digitais guardadas nos arquivos do governo – graças a uma guerra nuclear que destruiu quase tudo há 100 anos – ele é considerado pela Resistência o elemento perfeito.
O problema é que Monroe (Woody Allen) é um completo covarde, o típico nerd de meia idade com conflitos, dúvidas existenciais e, claro, problemas com mulheres. Praticamente o mesmo personagem que Woody Allen interpreta em todos os seus filmes, seu alter-ego irônico. Neste filme, na qual mais uma vez dirige, escreve, estrela e compõe a trilha sonora, ele faz de Monroe mais um líder que não quer ser o herói de uma revolução, tal qual em Bananas, seu filme anterior.
